Controle seus custos da qualidade

Updated: Jan 7

Sua organização mantém real controle sobre o que gasta com avaliação, prevenção e falhas ? O valor essencial de um programa de qualidade é determinado, dentre diversos pontos, por sua capacidade de contribuir para a satisfação do cliente, maximizar com consistência os lucros da empresa, contemplar verdadeiramente as partes interessadas etc. Assim, a gestão de custos de qualidade é algo fundamentalmente alinhado aos avanços organizacionais.


Os custos da qualidade são provenientes de :

  • Investimentos na prevenção de não-conformidades com requisitos.

  • Avaliação de produtos / serviços para conformidade com requisitos.

  • Falhas internas/externas no atendimento a requisitos.

São exemplos de custos de prevenção: treinamento na função qualidade, desenvolvimento de planos de controle de processo, estudos de capabilidade, emissão de procedimentos etc.

Custos típicos de avaliação são: inspeção e meios de ensaio de recebimento, manutenção/calibração de equipamentos de inspeção, testes de campo. auditorias de produto/serviço etc.

Os custos das falhas internas / externas podem ser: rejeitos, retrabalhos / reparos, retestes / reinspeções, alterações de engenharia/projeto, gastos com reclamações de clientes, produtos / serviços rejeitados / devolvidos, erros de marketing / engenharia etc.


Pode-se considerar , a grosso modo, que os custos de prevenção e os de avaliação seriam "fixos"; os custos de falhas seriam "variáveis".


Os custos totais da qualidade podem representar algo entre 5% a 25% do faturamento da empresa, dependendo do ramo de atividade e outras particularidades.

Em empresas que estejam necessitando de muitos avanços na gestão de qualidade, o custo das falhas é maior do que o custo da prevenção + avaliação. Na outra ponta, em companhias extremamente conscientes desde o projeto, o custo de prevenção + avaliação é superior ao custo de falhas, mas o custo total de qualidade não necessariamente é o menor possível. O desejado é estar na região de equilíbrio, onde o custo total da qualidade é mínimo, equilibrando o custo de prevenção + avaliação com o custo das falhas.

Novas tecnologias, automação, contribuem dentre outros elementos para a redução das falhas. Em uma das bibliografias, Principles of Quality Costs, de Jack Campanella, existem estratégias para conduzir ao mínimo os custos de falhas, investir nas atividades de prevenção corretas e reduzir os custos de avaliação de acordo com os resultados alcançados.

Para organizações que deveriam - pelo tipo de negócio -, mas não têm um programa sólido de gestão de custos de qualidade, um caminho seria iniciar pelo desenvolvimento da gestão de custos de não-qualidade (Poor Quality Cost ou Non-quality costs), que abrange somente o segmento das falhas. Pode-se começar devagar, como em um programa piloto, monitorando e controlando progressivamente mais elementos, desenvolvendo um modelo e correspondentes procedimentos para atingir patamares mais reais do(s) indicador(es) específico(s) estabelecido(s). Um líder para o programa seria designado e este interagiria com um representante financeiro (contabilidade ou controladoria), contando com o apoio da gestão da área escolhida e/ou da planta ou da empresa, de acordo com a abrangência determinada.

Ao alavancar um programa de gestão de custos de não-qualidade, problemas, resistências, limitações poderão ocorrer, como:

  • a ausência de importantes custos nos relatórios periódicos de suporte;

  • custos não significativos incluídos, prejudicando o foco;

  • erros de medição/quantificação, antes desapercebidos;

  • dificuldades para integração a sistemas de contabilidade para captura de dados;

  • necessidade de novas frentes de análise e solução de problemas relacionadas às perdas de alto custo relativo apontadas;

  • dificuldades para lidar com gestão profunda de não-conformidades, com técnicas eficazes, por questões ligadas a cultura organizacional;

  • indisposição ou receio da Alta Administração em abrir bases de custos às funções encarregadas da reunião de dados;

  • números escondidos nos processos da empresa;

  • reorganização de processos etc.

Contudo, as vantagens podem ser enormes, podendo compensar em muito as novas tarefas, a exemplo de:

  • maximização dos lucros;

  • melhoria do uso dos recursos;

  • promoção da execução do trabalho correto;

  • subsídio ao estabelecimento de novos processos de produção, medição, transporte;

  • maior disciplina e rigor nos processos de validação de novos produtos;

  • conhecimento crescente das perdas de componentes / matérias-primas e as reais causas (permitindo o planejamento de ações diversas);

  • entendimento do custo de horas perdidas em retrabalhos diversos (melhorando por exemplo o ressarcimento por fornecedores responsáveis);

  • obtenção de dados para escolha dos projetos mais importantes de melhoria;

  • percepção aprimorada dos reflexos financeiros das reclamações de clientes e devoluções de campo etc.

Para quem já tem um programa de custos de qualidade, sempre há horizontes de evolução contínua. Se sua empresa não começou, o caminho é longo e não é fácil, mas os frutos são colhidos em cada trecho percorrido, desde o início.


Para quem deseja ou considera implantar uma gestão de custos da não qualidade ou necessita conhecer um pouco mais por diversos motivos, CLIQUE AQUI para informações sobre um suporte online específico nosso.




Altair Ciro